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"Luiz Carlos Prestes entrou vivo
no Panteon da História.  
Os séculos cantarão a 'canção de gesta'
dos mil e quinhentos homens da
Coluna Prestes e sua marcha de quase
três anos através do Brasil.
Um Carlos Prestes nos é sagrado.
Ele pertence a toda a humanidade.
Quem o atinge, atinge-a."

(Romain Roland, 1936)


Artigos


É possível no Brasil de hoje, a partir das condições atuais, avançar rumo ao socialismo?
Escrito por Anita Leocadia Prestes   

Se considerarmos o clássico debate em torno das condições objetivas e subjetivas da revolução, vale a pena recordar a intervenção de Luiz Carlos Prestes nos marcos da “Conferência sobre a Dívida Externa” organizada pelo governo de Fidel Castro em Havana, em julho/agosto de 1985. Nessa ocasião Prestes afirmava:

A revolução não pode se realizar quando se quer. Ela só poderá eclodir e ser vitoriosa quando existam as condições objetivas e subjetivas para tanto indispensáveis. E tudo indica que em nosso Continente, se crescem cada vez mais as condições objetivas, as subjetivas ainda se retardam. Estamos longe também da indispensável organização e unidade da maioria esmagadora da classe operária, faltam-nos ainda partidos revolucionários efetivamente ligados às grandes massas trabalhadoras e populares.[1]

Diagnóstico que, lamentavelmente, trinta anos depois continua válido para o Brasil[2], embora as condições objetivas para a revolução socialista – um significativo desenvolvimento capitalista, em que as relações capitalistas de produção são dominantes, – sejam uma realidade amplamente reconhecida.

Última atualização em Qui, 18 de Junho de 2015 01:25
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Grécia Mártir, Heroica, Humanizada
Escrito por Miguel Urbano Rodrigues   

Com excepção da ex-URSS e ex-Jugoslávia não há movimento de Resistência comparável pela dimensão ao grego, liderado pelo Partido Comunista, fundado em 1918. Mais de 400 000 gregos pereceram durante a II Guerra Mundial. No final da guerra, o imperialismo britânico aliou-se à reacção grega para esmagar o exército popular. O povo e as forças revolucionárias gregas sofreram a repressão e o exílio. Sofreram a ofensiva imperialista sob todas as formas, da ditadura dos coronéis à desastrosa integração na UE e à profunda crise actual. Mas não perderam o seu núcleo revolucionário fundamental. Voltei a Atenas depois de por ali ter passado numa breve visita, há 62 anos. É outro o mundo e não me reconheço no homem que então vivia no meu corpo. Atenas tinha então menos de um milhão de habitantes; cidade pobre, nela eram ainda identificáveis as feridas da brutal ocupação nazi.

 

Última atualização em Sáb, 06 de Junho de 2015 15:50
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A Grécia Revisitada - I O SYRIZA sem máscara
Escrito por Miguel Urbano Rodrigues   

O governo presidido por Tsipras tem vindo aceleradamente a deixar cair as suas promessas eleitorais. Tanto no plano interno como no plano internacional, a sua política é a do patronato, do grande capital, dos pólos europeu e norte-americano do imperialismo. O governo Syriza-Anel, que tem contado com o apoio transparente da burguesia, cria dificuldades à luta dos trabalhadores, mas não pode impedir a ascensão da luta de massas. Depois do êxito dos desfiles do 1º de Maio multiplicam-se em toda a Grécia as manifestações e as greves. Pode suceder que o Syriza, que tão útil foi ao capital na oposição, perca essa utilidade agora que está no poder.

Os dirigentes das principais potências da União Europeia e os media controlados pelo capital projetam no mundo uma imagem da Grécia grosseiramente deformada. Na caracterização da crise começam por esconder que os empréstimos concedidos à Grécia se destinaram a financiar o grande capital financeiro no âmbito da estratégia da União Europeia. Contrariamente ao que amplos sectores sociais admitiram, o governo Syriza-Anel foi recebido com agrado pelas organizações e representantes do mundo empresarial. A coligação do Syriza com o Anel - partido nacionalista e xenófobo - formou-se em poucas horas porque existia um acordo prévio. É aliás significativo que a Federação Helénica de Empresas-SEV e o diretor geral de Businesseurope tenham felicitado Alexis Tsipras logo após a sua nomeação para primeiro-ministro. As linhas gerais da política capituladora do novo governo foram traçadas com antecedência, mas Tsipras e o seu ministro Varoufakis esforçaram-se inicialmente nos seus discursos por transmitir ao mundo a imagem de um governo de esquerda, empenhado em realizar reformas progressistas de rutura com a política da Nova Democracia e do PASOK, que respondessem às aspirações do povo.

 

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A ATUALIDADE DA ALIANÇA NACIONAL LIBERTADORA (ANL) – 80 ANOS DEPOIS
Escrito por Anita Leocadia Prestes   

Há 80 anos, em 30 de março de 1935, tinha lugar, no teatro João Caetano, no Rio deJa neiro, o lançamento público da Aliança Nacional Libertadora (ANL), ocasião em que Luiz Carlos Prestes foi aclamado presidente de honra da entidade, embora ainda não tivesse regressado ao Brasil do exílio onde se encontrava havia vários anos. Era constituída uma ampla frente formada por setores representativos da sociedade brasileira da época, mobilizados em torno de quatro objetivos principais: luta contra o avanço do integralismo no Brasil e do fascismo no cenário mundial, e luta contra a dominação imperialista e o latifúndio em nosso país.

A criação da ANL representou a culminância de um processo de aglutinação de grupos, setores, organizações e personalidades, decepcionados com o rumo tomado pela Revolução de 30, desiludidos de Vargas e do seu Governo. Ao mesmo tempo, para que essa unidade fosse alcançada, o nome, o prestígio, a liderança de Luiz Carlos Prestes mostraram-se essenciais. Sem o Cavaleiro da Esperança e tudo o que ele representava no Brasil, naquele momento, a ANL dificilmente teria existido.

Última atualização em Sáb, 23 de Maio de 2015 20:00
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LUIZ CARLOS PRESTES: EL COMBATE POR UN PARTIDO REVOLUCIONÁRIO (1958-1990) - Prólogo de A. Boron
Escrito por Anita Prestes   

Prólogo a la edición argentina

Es para mí un honor, además de una gran responsabilidad, prologar este extraordinario libro de Anita Prestes que narra, con meticuloso respeto por la verdad histórica y con la pasión revolucionaria que le transmitiera su padre, un fragmento de la historia de un personaje gigantesco y, a la vez, de los más entrañables que haya producido Nuestra América en el siglo xx: el líder comunista brasileño Luiz Carlos Prestes.

No toda la historia, claro está, porque el excepcional protagonismo de este personaje arranca fulgurosamente en 1924, con la “Revolución de los Tenientes” que culminaría en la larga marcha de la Columna Prestes, misma que durante dos años y tres meses (entre finales de octubre de ese año e inicios de febrero de 1927) recorrería unos 25.000 kilómetros en permanente confrontación con las fuerzas armadas que respondían al gobierno oligárquico del Brasil y que terminaría su heroica trayectoria invicta pero, desgraciadamente, sin cosechar el triunfo político esperado. En 1927 Prestes se exilia en Bolivia y al año siguiente, ya en Argentina, a partir de abril de 1928 toma contacto con dirigentes de los Partidos Comunistas de varios países sudamericanos, entre ellos los de Argentina, Uruguay y de su propio país. En 1931 arriba a la Unión Soviética y a partir de ese momento abrazaría al comunismo por el resto de su vida.

Última atualização em Qua, 20 de Maio de 2015 03:00
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