Login
 
Home


"Luiz Carlos Prestes entrou vivo
no Panteon da História.  
Os séculos cantarão a 'canção de gesta'
dos mil e quinhentos homens da
Coluna Prestes e sua marcha de quase
três anos através do Brasil.
Um Carlos Prestes nos é sagrado.
Ele pertence a toda a humanidade.
Quem o atinge, atinge-a."

(Romain Roland, 1936)


Documentos


MONTEIRO LOBATO – COMÍCIO DO PACAEMBU - 1945

Após as primeiras falas, foi anunciada a palavra de Monteiro Lobato, ao tempo em que era recomendado silêncio máximo porque, gravemente doente, ele ia ler de sua residência, ao telefone, o discurso de saudação a Luiz Carlos Prestes. A voz grave do escritor foi ouvida no mais absoluto silêncio:

Tenho como dever saudar Luiz Carlos Prestes porque sinceramente vejo nele uma grande esperança para o Brasil. Vejo nele um homem nitidamente marcado pelo destino. Vejo nele o único dos nossos homens que pelos seus atos e pelo amor ao próximo conseguiu elevar-se à altura de símbolo. Símbolo do quê? De uma mudança social, enorme canteiro em que as classes privilegiadas são as flores, e a imensa massa da maioria é apenas o esterco que engorda essas flores. Esterco doloroso e gemebundo.
Nasci na classe privilegiada e nela vivi até hoje, mas o que vi de miséria silenciosa nos campos e cidades me força a repudiar uma ordem social que está contente com isso e arma-se até com armas celestes contra qualquer mudança. A nossa ordem social me é pessoalmente muito agradável, mas eu penso em mim mesmo se acaso houvesse nascido esterco. Essa visão da realidade brasileira sempre me preocupou e sempre me estragou a vida. Nada mais lógico, pois, do que meu grande interesse pelo homem que não conheço, mas acompanho desde os tempos em que um punhado de loucos lutava contra todo o poder do governo.
E lutava por quê? Com que fim? Pela conquista do poder? Fácil lhe seria isso, como foi fácil para outros companheiros que desandaram. Prestes não lutava por. Lutava contra. Contra quê? Contra a nossa ordem social tão conformada com o sistema do mundo dividido em flores e esterco. E pelo fato de sonhar com a grande mudança foi condenado a trinta anos de prisão, como pelo fato de sonhar um sonho semelhante, Jesus foi condenado a morrer na tortura.
Os acontecimentos do mundo vieram libertar o nosso homem-símbolo e ei-lo hoje na mais alta posição a que um homem pode erguer-se em um país. Ei-lo na posição de força de amanhã. Na posição do homem que fatalmente será elevado ao poder e lá agirá para que o regime de flores e esterco se transforme em algo mais equitativo e humano.
Todos nós, um país inteiro, esperamos em Luiz Carlos Prestes; e esperamos nele tanto quanto desesperamos de outros cujos programas de governo botam acima de tudo a “manutenção da ordem”, isto é, a conservação do sistema de flores e esterco. E qualquer coisa no fundo da nossa intuição nos diz que Prestes não nos decepcionará, e que um dia o antigo Cavaleiro da Esperança se transformará no Realizador das Nossas Esperanças.
A luta não é minha. A luta é de todos nós.
Suas últimas palavras foram cobertas pelos aplausos.

Fonte: https://vermelho.org.br/prosa-poesia-arte/osvaldo-bertolino-monteiro-lobato-e-o-partido-comunista-do-brasil/

Última atualização em Sáb, 20 de Fevereiro de 2021 23:47
 
Prestes sobre a condição histórica do negro no Brasil

"Trecho do documentário de Zózimo Bulbul,"Abolição",
feito por ocasião dos 100 anos da Lei Áurea (1888-1988).

 

Clique aqui para ver o vídeo

Última atualização em Qui, 26 de Novembro de 2020 15:51
 
LUIZ CARLOS PRESTES EM “AUTOBIOGRAFIA PRECOCE” DE PAGU

Cedida pelos herdeiros de Pagu e publicada pela primeira vez , a autobiografia escrita por ela em 1940

contém relato inédito sobre o encontro dessa famosa lutadora pela liberdade com Luiz Carlos Prestes em

Montevidéu, no ano de 1931. Veja o arquivo PDF.

Última atualização em Qua, 18 de Novembro de 2020 15:26
 
À margem da história oficial da arte
Sobre Virginia

Virginia Camargo Artigas nasceu em São Carlos (SP, Brasil), em 27 de novembro de 1915. Era a penúltima de oito filhos de Elisa Veridiana de Camargo Silva e Antônio Rodrigues Silva. Seu pai abandonou a família quando Virginia era pequena e sua mãe sustentou os filhos com muita dificuldade, como costureira. A família morou em bairros operários e nas periferias, ainda rurais da cidade de São Paulo.
Ainda menina, Virginia demonstrou talento para o desenho tanto que, aos 14 anos, ganhou o terceiro lugar no concurso de Arte Infantil da Academia de Belas Artes de São Paulo. Aos 22 anos, frequentou o curso de desenho sob orientação de Antonio Rocco e, no ano seguinte, começou a frequentar o Curso Livre com modelo vivo da Escola de Belas Artes de São Paulo onde entrou em contato com com Aldo Bonadei, Alfredo Volpi, Clóvis Graciano, Mário Zanini , Rebolo Gonçalves. Alguns desses artistas formaram, em seguida, o Grupo Santa Helena. Frequentou as aulas dos ateliês do Edifício Santa Helena, estudou escultura com Bruni Giorgi e colaborou com a execução dos azulejos dos painéis de Portinari, para o Ministério de Educação e Saúde, no Osirarte de Paulo Rossi Osir.
Nas aulas do Curso Livre da Escola de Belas Artes conheceu seu companheiro, o arquiteto João Batista Vilanova Artigas, com quem se casou em 1943.
Última atualização em Sáb, 29 de Junho de 2019 18:06
Leia mais...
 
DOCUMENTO INÉDITO REVELADOR DO DESEMPENHO DO ALUNO LUIZ CARLOS PRESTES NA ESCOLA MILITAR DO REALENGO (RJ)
Escrito por Anita Leocadia Prestes   

Após a conclusão do curso do Colégio Militar do Rio de Janeiro, Luiz Carlos Prestes, em 1916, aos dezoito anos, ingressou na Escola Militar do Realengo. Logo no início do curso, era necessário seguir a disciplina de Geometria Analítica com o professor José Pio Borges de Castro, considerado o terror dos alunos, pois costumava reprovar em massa e raramente atribuía a alguém grau dez.

Última atualização em Dom, 28 de Abril de 2019 22:52
Leia mais...
 
<< Início < Anterior 1 2 3 4 Próximo > Fim >>

Pagina 2 de 4