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"Luiz Carlos Prestes entrou vivo
no Panteon da História.  
Os séculos cantarão a 'canção de gesta'
dos mil e quinhentos homens da
Coluna Prestes e sua marcha de quase
três anos através do Brasil.
Um Carlos Prestes nos é sagrado.
Ele pertence a toda a humanidade.
Quem o atinge, atinge-a."

(Romain Roland, 1936)


Notícias
LANÇADO PELA EDITORA BRASILIENSE MAIS UM LIVRO DE ANITA LEOCÁDIA PRESTES.



" OS COMUNISTAS BRASILEIROS (1945-1956/58) LUIZ CARLOS PRESTES e a política do PCB".

"(...) sem as derrotas do passado, não teríamos jamais a menor esperança numa vitória final." (William Morris, 1887)

Última atualização em Dom, 20 de Junho de 2010 14:46
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Entrevista com Aleka Papariga

?O KKE deu um contributo decisivo à organização da resistência e da luta popular. Mas nós medimos a eficácia da nossa luta de um modo diferente dos outros, não nos concentramos só nos resultados que saem das urnas. Naturalmente, com isto não quero dizer que não nos interessem as eleições. Mas deve-se ter presente que na Grécia a consciência do movimento popular está muito mais avançada do que a da maior parte dos países europeus e, embora ainda não se reflicta completamente na acção, irá verificar-se no futuro. Isto depende em grande parte do decisivo, se não determinante, contributo do nosso partido.?

Última atualização em Sex, 11 de Junho de 2010 12:07
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Oliver Stone ataca a mídia e diz que "Ao Sul da Fronteira" dá voz aos pobres

ALESSANDRO GIANNINI
Editor de UOL Cinema

Apaixonado pela América Latina, Oliver Stone produziu e dirigiu seis documentários sobre a região, dos quais "Ao Sul da Fronteira" é o mais recente. Com data de estreia marcada para esta sexta (4), o filme fala sobre a mudança na geopolitica latino-americana a partir da ascensão ao poder do presidente venezuelano Hugo Chávez.

Personagem de maior destaque no documentário Chávez é colocado como o paradigma de liderança na América Latina. Depois dele, vários outros países elegeram líderes com a cara de seus países - Evo Morales na Bolívia, o casal Kirchner na Argentina, Fernando Lugo no Paraguai, Rafael Correa no Equador e Luiz Inácio Lula da Silva no Brasil. Todos são entrevistados por Stone, que como Michael Moore em seus filmes, também se faz presente.

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Escalada de sanções é atalho para ação militar contra Irã

Breno Altman

A reação dos Estados Unidos e seus aliados contra o acordo Brasil-Irã-Turquia não é surpresa. Tampouco o enfileiramento quase unânime da mídia ocidental à crítica contra o presidente Lula por sua política de negociação. O que está em jogo, afinal, é uma questão relevante para a geopolítica mundial.

O arcabouço que se estabeleceu após o colapso da União Soviética tem como espinha dorsal a verticalização da ordem internacional sob o comando da superpotência vitoriosa na Guerra Fria. Quase vinte anos depois, porém, a crise econômica e moral norte-americana está colocando em cheque essa liderança, também pressionada por crescentes contradições regionais. Mas seria tolice acreditar que a Casa Branca aceitaria a decadência de braços cruzados. Ou que esse processo fosse linear e indolor.

Nem mesmo as demais potências capitalistas parecem apostar, com seriedade, em um sistema multilateral. Atuam para ampliar espaços autônomos que facilitem seus propósitos econômicos e culturais, é certo, mas não manifestam qualquer aspiração em cancelar o mandato de xerife que é exercido pelos Estados Unidos. Temem que mudanças bruscas venham a gerar situações de perigo para seus próprios interesses imperialistas.

A Rússia e a China, por sua vez, continuam circunscritas a ambições regionais. A primeira em caráter defensivo, para preservar influência na zona ex-soviética. A segunda, por considerar que ainda não é forte o suficiente para se contrapor aos norte-americanos em escala planetária. Ambos os países, membros do clube da bomba e detentores do direito de veto no Conselho de Segurança da ONU, trocam beneplácitos às ações de Washington por salvaguardas a seus objetivos locais.

A questão iraniana deve ser analisada nesse contexto. Há confluência entre os governos ocidentais, além de relativa conivência russo-chinesa, com a estratégia norte-americana. O pretexto nuclear é um faz-de-conta, pois o que os Estados Unidos dão efetivos sinais de perseguir é carta branca para desestabilizar o governo Ahmadinejad.

A supressão da república islâmica, neutralizando o principal adversário militar à coligação israelense-americana no Oriente Médio, permitiria completar o controle sobre as reservas petrolíferas do Golfo Pérsico. Também asseguraria o fluxo marítimo no estreito de Ormuz, por onde transita importante fatia das exportações de óleo árabes para o Ocidente.

A intervenção de Brasil e Turquia, no entanto, impôs obstáculo à rota de confrontação. O inesperado compromisso em Teerã acabou por desmascarar a pretensa impossibilidade de uma saída diplomática. Não passava de propaganda para justificar a asfixia progressiva do Irã.

O gesto liderado pelo presidente Lula, de toda maneira, foi além de seus resultados práticos. Trata-se da primeira vez, desde o colapso soviético, que países não alinhados jogam cartada relevante no cenário internacional. Essa atitude, contraposta à verticalização imperial, mostra-se inaceitável para os Estados Unidos e seus sócios. O acordo Brasil-Irã, para os governos desses países, é exemplo a ser banido das práticas diplomáticas.

O comportamento das potências capitalistas também revela que o foco de sua política não está na eventual insegurança com o desenvolvimento do programa nuclear iraniano. Se assim fosse, a porta aberta pelo pacto criticado deveria servir de passagem para a busca de uma solução definitiva. Afinal, se o Irã veio para a mesa de negociação, o mínimo a se esperar era que esse gesto tivesse reciprocidade.

Não era com o que havia se comprometido o presidente Barak Obama logo no início de seu governo? Não foi nessa direção sua carta sigilosa ao presidente Lula, entregue às vésperas do acordo tripartite, como recentemente revelou a agência Reuters? Mas o peso do complexo bélico-industrial e do sionismo no sistema político norte-americano, além de sua influência nos meios de comunicação, sobrepõe-se ao próprio chefe de Estado.

O fato é que os círculos centrais de poder desejam eliminar a alternativa da negociação porque atrapalha a política da submissão. O problema não é a suposta bomba iraniana, mas a própria existência de um regime que confronta a hegemonia dos Estados Unidos. A expansão das grandes corporações e o acesso seguro às fontes de energia dependem, em ampla medida, da manutenção do unilateralismo.

Essa é a lógica da escalada de sanções, cujo desenlace previsível será uma ação militar contra o Irã. O roteiro se parece com o que antecedeu a invasão do Iraque. Naquela ocasião o motivo apresentado para punições era a existência de armas para destruição em massa ? aliás, jamais encontradas. Não demorou muito para que o embargo econômico, autorizado pelo Conselho de Segurança, fosse assumido, pelos Estados Unidos, como autorização tácita a uma guerra ilegal de ocupação.

Antes, como agora, o objetivo inconfesso era estabelecer uma administração fantoche e cordial. As sanções são, nessa estratégia, apenas uma etapa de acumulação, através da qual o inimigo é enfraquecido e provocado. Ninguém em sã consciência pode, afinal, imaginar que uma civilização como a iraniana irá capitular sem oferecer a mais tenaz resistência. A atitude soberana da nação encurralada acabará sendo o derradeiro argumento para a agressão militar.

O acordo proposto por Brasil e Turquia ao Irã permite outro desfecho à crise. Mas não há razões para otimismo. Basta ver a incapacidade do presidente Obama em honrar sua palavra. Os Estados Unidos estão reincidindo no atalho que os levará a advogar por seus interesses na ponta dos mísseis. A dúvida parada no ar é se existem forças dispostas e capazes de impedir o dedo que aperta o gatilho.

 

 
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