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"Luiz Carlos Prestes entrou vivo
no Panteon da História.  
Os séculos cantarão a 'canção de gesta'
dos mil e quinhentos homens da
Coluna Prestes e sua marcha de quase
três anos através do Brasil.
Um Carlos Prestes nos é sagrado.
Ele pertence a toda a humanidade.
Quem o atinge, atinge-a."

(Romain Roland, 1936)


Notícias
O lugar do Iraque no Grande Jogo entre EUA e Irão

A sina do Iraque actual é ser, além de um país ocupado, terreno onde se trava uma guerra ainda não declarada entre países terceiros: EUA, Israel e Irão. Num Médio Oriente em que, além dos EUA e do seu aliado sionista, os alinhamentos das variantes sunita e xiita do Islão – entre outros factores - tornam ainda mais complexa a questão.

Se desde 2003 os EUA e a República Islâmica do Irão (RII) coabitaram no Iraque, partilhando o poder sem quase nenhum atrito, o que é que de repente provocou um confronto directo entre ambos no solo desse país ferido? A curiosa coexistência fez com que, por exemplo, exista um aparelho de inteligência que realiza actividades “anti-iranianas” e outro, o Ministério da Informação, que faz o contrário. Calculem quantos agentes duplos podem cruzar-se atravessar num mesmo edifício num país corrupto!

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O lugar do Iraque no Grande Jogo entre EUA e Irão

A sina do Iraque actual é ser, além de um país ocupado, terreno onde se trava uma guerra ainda não declarada entre países terceiros: EUA, Israel e Irão. Num Médio Oriente em que, além dos EUA e do seu aliado sionista, os alinhamentos das variantes sunita e xiita do Islão – entre outros factores - tornam ainda mais complexa a questão.

Se desde 2003 os EUA e a República Islâmica do Irão (RII) coabitaram no Iraque, partilhando o poder sem quase nenhum atrito, o que é que de repente provocou um confronto directo entre ambos no solo desse país ferido? A curiosa coexistência fez com que, por exemplo, exista um aparelho de inteligência que realiza actividades “anti-iranianas” e outro, o Ministério da Informação, que faz o contrário. Calculem quantos agentes duplos podem cruzar-se atravessar num mesmo edifício num país corrupto!

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Golpe de Estado na Bolívia é para aprofundar o saqueio capitalista

Está consumado o Golpe de Estado contra o governo de Evo Morales na Bolívia. Agora segue-se o mais aterrorizante contra o povo boliviano, particularmente contra a classe trabalhadora, contra as organizações camponesas e indígenas de base, contra o pensamento crítico, contra toda pessoa que se oponha ao saqueio capitalista, à depredação da natureza, à exploração. Segue-se o fundamentalismo católico declarado e o racismo abjecto, a misoginia mais brutal e a nostalgia do tempo das cruzadas (é o que anunciam as acções e proclamações dos golpistas); segue-se a intensificação do saqueio do lítio, do gás, da prata, do ouro, do estanho, do ferro, dos mananciais e demais riquezas naturais, segue-se maior exploração contra as e os trabalhadores, fome e extermínio contra o povo, montanhas e rios capitalizados por um punhado de multinacionais e latifundiários.

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A greve como máquina para ver o mundo*

Mesmo nos EUA de Trump a classe operária organiza-se e luta. 50 mil trabalhadores da General Motors, em 48 fábricas de automóveis, em dez estados dos EUA, entraram na quinta semana de greve. É a mais longa greve da indústria desde 1970. As suas reivindicações são idênticas às de todos os explorados do mundo: melhores salários, horários humanos, contratos seguros.

50 mil trabalhadores da General Motors, em 48 fábricas de automóveis, em dez estados dos EUA, entraram na quinta semana de greve. É a mais longa greve da indústria desde 1970, quando os operários da GM paralisaram 67 dias, e não há sinais de que o fim esteja para breve.

Última atualização em Dom, 20 de Outubro de 2019 22:57
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Manuel Loff: «O fascismo não morreu»

Importante entrevista do historiador Manuel Loff sobre um tema que domina de forma notável: o fascismo. Uma passagem em revista de temas de actualidade, desde o que diz respeito àquilo que, nos movimentos fascistas actuais, representa continuidade com os movimentos dos anos 20 e 30 do século passado e o que se formula de forma diferente - seja por razões internas, seja pelas significativas diferenças na situação do capitalismo então e agora -, até à questão do “Museu Salazar”.

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Resistentes antifascistas rejeitam «falsificações históricas» promovidas pela UE

O Parlamento Europeu, onde a direita e a extrema-direita ganharam maior expressão nas últimas eleições, mostra serviço. Agora, 535 deputados – incluindo o grupo “socialista” – aprovaram uma resolução em que se «equipara e condena nazi-fascismo e comunismo». A vergonhosa falsificação da história que pretende oficializar tenta ajustar contas, não com o fascismo, mas com aqueles que foram (e continuam a sê-lo) fundamentais para a sua derrota.

A Federação Internacional de Resistentes (FIR) rejeita, numa nota, a resolução do Parlamento Europeu (PE) aprovada no passado dia 19 em que se «equipara e condena nazi-fascismo e comunismo».

Tanto a FIR como as federações que a integram – como é o caso da União de Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP) – não podem de modo algum concordar com a resolução que, a 19 de Setembro de 2019, foi aprovada no PE, com os votos favoráveis de 535 deputados, a oposição de 66 e a abstenção de 52, e que alegadamente abordava «o significado do passado europeu (ou consciência histórica europeia) para o futuro da Europa».

Para a FIR, o «texto da declaração não mostra o futuro da Europa, mas é uma recaída ideológica nos piores tempos da Guerra Fria, que estão expressos nesta resolução, que surgiu por iniciativa dos estados Bálticos e da Polónia».

«Contrariamente a todas as evidências científicas», o texto alega que foi apenas com o Tratado de Não Agressão Germano-Soviético que «ficou marcado o rumo para a Segunda Guerra Mundial», denuncia a FIR, sublinhando que «a reconstrução dos acontecimentos que conduziram à Segunda Guerra Mundial é limitada, tendenciosa, instrumental e não tem qualquer base científica».

«Junta opressores e oprimidos, vítimas e carniceiros, invasores e libertadores. A resolução é um grosseiro texto de propaganda ideológica, digna dos piores momentos da Guerra Fria», declara-se na nota.

A FIR questiona os deputados sobre a ameaça externa actual a que se referem quando, na resolução aprovada, se afirma, «perversamente», que «assume uma importância decisiva para a unidade da Europa e dos seus povos e para o fortalecimento da resistência da Europa às actuais ameaças exteriores que as vítimas dos regimes autoritários e totalitários sejam lembradas».

«Não» às falsificações da história

«A declaração criticou de facto um novo revisionismo histórico». No entanto, «se os membros do PE condenam nalguns estados europeus a glorificação das pessoas que colaboraram com os nazis, ao mesmo tempo adoptaram a narrativa histórica desses mesmos estados europeus de que a Rússia alegadamente falsifica factos históricos e encobre os “crimes cometidos pelo regime totalitário da União Soviética”», denuncia a Federação de Resistentes.

Neste sentido, a FIR e todas as federações dos «sobreviventes da perseguição fascista, os combatentes contra a barbárie nazi e todos os antifascistas dizem “não” a tais falsificações históricas» e acusam a resolução do PE de «escolher um caminho de divisão lacerante, em vez de uma responsável e rigorosa unidade», num tempo de «perigo crescente de fascismo, racismo e nacionalismo».

A FIR, que rejeita a recente resolução do PE em que se equipara e condena nazi-fascismo e comunismo, lembra as palavras do escritor alemão Thomas Mann, que, em 1945, avisou: «Colocar comunismo russo no mesmo plano moral que o nazi-fascismo, porque ambos seriam totalitários, é, na melhor das hipóteses, superficial; na pior, é fascismo. Quem insiste nesta equiparação pode considerar-se a si próprio um democrata mas, na verdade e no fundo do seu coração, é um fascista, e irá seguramente combater o fascismo de forma aparente e hipócrita, e deixa para o comunismo todo o ódio.»

Fonte: odiario.info

Fonte: https://www.abrilabril.pt/internacional/resistentes-antifascistas-rejeitam-falsificacoes-historicas-promovidas-pela-ue

 
Há oitenta anos, o pacto germano-soviético: um símbolo da história desfigurado pelos reaccionários!

A falsificação da história é um instrumento privilegiado da ofensiva anticomunista. A mesma grande burguesia ocidental que via em Hitler um útil instrumento contra a URSS prossegue empenhadamente o desfiguramento dos antecedentes imediatos da 2ª Guerra Mundial: trata-se não apenas de ocultar o papel decisivo da União Soviética na derrota do nazi-fascismo, mas também de ocultar a simpatia e cumplicidade com que as potências ocidentais assistiram à ascensão do fascismo.

Última atualização em Sáb, 31 de Agosto de 2019 14:34
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Barreira sino-russa contra a intromissão dos EUA

Os EUA acumularam suficiente experiência e sucessos na promoção de “revoluções coloridas” para se abalançarem a duas operações simultâneas de grande ambição: Hong Kong e Moscovo. O problema é irem confrontar-se com forças e meios muito superiores àqueles com que se depararam em outros lugares. E desta nova ofensiva resultarem novas plataformas de cooperação sino-russa, outro pesadelo para os EUA e seus aliados.

Última atualização em Ter, 27 de Agosto de 2019 00:27
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Assembleia dos “Coletes Amarelos”: «Será necessário sair do capitalismo»

Por Rémy Herrera


O movimento dos “Coletes Amarelos” em França prossegue a mobilização. Mas avança igualmente em formas de organização: as assembleias, e as “Assembleias das assembleias.”
Na segunda, realizada no início de Abril, aprovou um conjunto de posições e orientações com um claro cunho progressista. Que constituem, além do mais, um encorajador indício da sua autonomia de decisão, da sua vontade de avançar, e da sua capacidade de resistir tanto à repressão como às tentativas de divisão e de manipulação a partir do seu interior.

O “Acto 21″ dos “Coletes Amarelos” ocorreu, como desde há quase cinco meses, num sábado, 6 de Abril. Mas em paralelo, de 5 a 7, realizou-se em Saint-Nazaire, Loire-Atlantique, um acontecimento que irá certamente influenciar as próximas lutas no país: a segunda Assembleia das assembleias de coletes amarelos. É o ponto central do movimento. A primeira teve lugar em Meuse, Commercy no final de Janeiro e tinha já reunido 70 delegações; quase 200 vieram desta vez a Saint-Nazaire, ou seja, cerca de 800 delegados presentes (dois representantes mais dois observadores por delegação). E sem contar os voluntários, jornalistas, curiosos … Estes delegados tinham sido mandatados por cerca de 10 000 coletes amarelos, mobilizados em centenas de locais de luta: rotundas, praças ou portagens mas também, quando as forças da ordem os desalojaram, em muitos lugares muito mais excêntricos e menos visíveis (até mesmo em alojamentos de acaso). Em toda a França, a resistência.

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Brasil: Banqueiros são os maiores defensores da Reforma da Previdência

por Maria Lucia Fattorelli

A proposta de Reforma da Previdência apresentada por Bolsonaro ao Congresso representa a destruição do regime de solidariedade que foi aprovado por unanimidade pelos constituintes de 1988.

As principais justificativas para tal destruição são a falácia do défice e a longevidade da população, argumentos que já foram completamente desmontados, mas que precisamos repetir. O governo também fala em combate a privilégios. Vamos falar disso também.

Para começo de conversa, sequer se deveria falar em défice da Previdência, como se não fosse obrigação do Estado garantir o direito sagrado a uma aposentadoria digna para a classe trabalhadora, que de fato é a que produz a riqueza real do país; produz todos os bens e serviços colocados à disposição da população; alimenta todas as famílias; garante a própria vida da população e movimenta a economia do país.

Mas se querem falar em números, vamos lá. Historicamente, as contribuições sociais previstas na Constituição Federal (COFINS; CSLL; PIS; contribuição ao INSS pagas por trabalhadores e empregadores; sobre produção rural; importações; loterias etc) foram mais que suficientes para cobrir toda a despesa da Seguridade Social (que engloba a Previdência, a Saúde e a Assistência Social) e ainda sobraram recursos que foram destinados para outros fins, em especial para o pagamento de juros da chamada dívida pública.

A partir de 2015 houve uma queda brutal da arrecadação das contribuições sociais, devido à "crise" que levou milhares de empresas de todos os setores à falência, provocou desemprego recorde e paralisação da economia brasileira. Nesse cenário de "crise", o governo ainda concedeu diversas desonerações fiscais e liberou diversos setores de contribuir para a Seguridade Social, afetando ainda mais a arrecadação.

Portanto, a insuficiência de contribuições sociais não se deve a um problema no modelo de Previdência Social solidária, mas sim à "crise", que no caso brasileiro foi fabricada pela política monetária do Banco Central, que quebrou inúmeras empresas, provocou desemprego recorde e derrubou o PIB. Empresas quebradas, desempregados e informais não contribuem para a Previdência. Esse é o problema, e não a longevidade das pessoas ou a solidariedade do modelo.

Ademais, ainda que as contribuições sociais passassem a não ser suficientes para assegurar os direitos sociais, a própria Constituição já previu (Art. 195) que recursos do orçamento fiscal de todos os entes federados (União, Estados, DF e Municípios) também são responsáveis pela manutenção da Seguridade Social, juntamente com as contribuições sociais.

Tudo isso está sendo destruído por essa PEC 6/2019, que cria um regime de capitalização que não oferece garantia alguma de qualquer pagamento de benefício futuro aos trabalhadores e trabalhadoras que terão que pagar umacontribuição definida durante décadas, porém, o benefício dependerá do comportamento do mercado, e pode ser zero ou negativo: em vez de receber benefício o trabalhador pode ser chamado a aportar recursos ao fundo de capitalização. Quem vai ganhar com isso? Somente as instituições financeiras que administrarão os fundos de capitalização e receberão as contribuições, sem responsabilidade alguma com o pagamento de benefício futuro.

Mas vamos falar de privilégio. O que o governo e a grande mídia chamam de privilegiados são os servidores públicos que aceitaram um contrato de trabalho oferecido unilateralmente pelo próprio governo, passaram em um concurso público, e durante toda a sua vida laboral pagaram contribuição previdenciária calculada sobre o vencimento bruto e, mesmo depois de aposentados continuam pagando contribuição previdenciária de 11% (ou mais) sobre o provento bruto. Ou seja, os privilegiados seriam aqueles que recebem aposentadoria acima do teto do INSS (atualmente em R$5.839,45 [€1.347]), porque contribuíram nessa proporção e ainda continuam contribuindo até a morte. Além de pagar cerca de 11% (ou mais) de contribuição previdenciária, estão na faixa de 27,5% de imposto de renda [NR] da pessoa física, de tal forma que cerca de 40% do que recebem é tributo pago na fonte e nem irá para as mãos destes que estão sendo acusados de privilegiados.

Na verdade, o grande privilegiado no Brasil é o mercado financeiro, que ganhou mais de meio milhão de milhões com a "crise" produzida pela política monetária do Banco Central e ganhará mais ainda com essa PEC 6/2019.

Os bancos ganharam R$526 mil milhões [€121 mil milhões] com a remuneração de sua sobra de caixa pelo Banco Central nos últimos cinco anos! Ganharam outras centenas de milhares de milhões com os juros exorbitantes também definidos pelo Banco Central, e com os sigilosos contratos de swap cambial. Aí é que está o privilégio obscuro, sigiloso, que beneficiou os bancos enquanto quebrava a economia brasileira e criava a crise que está servindo de justificativa para a destruição da Previdência Social e para a entrega brutal de patrimônio por meio das privatizações de empresas estratégicas e lucrativas, como a Eletrobras, Petrobras etc.

O mercado tem tanta certeza de seus ganhos com a PEC 6/2019 que a Bolsa de Valores, que bateu recorde histórico diante da simples notícia, em 14/01/2019, sobre o avanço da proposta que seria entregue por Bolsonaro ao Congresso .

Além dos bancos, as pessoas físicas privilegiadas deste país não são servidores públicos aposentados que deixam cerca de 40% de seus ganhos nas mãos do governo, mas sim aquelas que têm renda mensal elevadíssima, e a maioria dos rendimentos que recebem são isentos, ou seja, não entregam praticamente nada ao governo.

Vejam a tabela a seguir, parte da tabela 9 (disponível no link) , que mostra as faixas de renda, em números de salários mínimos, a quantidade de declarantes e o respectivo valor (em milhões de Reais) do rendimento tributado, tributado exclusivamente na fonte e isento. Mostra também o valor da contribuição previdenciária paga:

'.

É escandaloso o fato de existirem 25.785 pessoas que em 2016 (dado mais recente divulgado pela Receita Federal) tiveram renda mensal superior a 320 salários mínimos, dos quais a maior parte foi ISENTA, ou seja, não pagaram imposto de renda nem contribuição previdenciária! Estes são os que estão favoráveis à PEC 6/2019. Outras pessoas que defendem essa destruição da Seguridade com certeza desconhecem os dados e estão embarcando em falsas propagandas.

Não podemos permitir qualquer reforma da Seguridade Social sem debate amplo, honesto, que leve em conta o fato de que historicamente a Previdência Social pública e solidária tem sido superavitária e que, momentaneamente, estamos no auge das consequências nocivas da crise fabricada pela política monetária (esta sim, que precisa ser reformada urgentemente) do Banco Central, que ainda quer ficar "independente" para entregar de vez ao mercado os destinos das finanças do país.

[NR] No Brasil chamam de "renda" a qualquer tipo de rendimento, não apenas os dos rentistas.

Ver também:

O que provocou a crise econômica atual

Orçamento federal executado em 2018

O que está em jogo com a proposta de reforma da Previdência

[*] Economista.

 

O original encontra-se em www.extraclasse.org.br/...

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

por Maria Lucia Fattorelli
Última atualização em Qua, 27 de Março de 2019 05:14
 
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