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"Luiz Carlos Prestes entrou vivo
no Panteon da História.  
Os séculos cantarão a 'canção de gesta'
dos mil e quinhentos homens da
Coluna Prestes e sua marcha de quase
três anos através do Brasil.
Um Carlos Prestes nos é sagrado.
Ele pertence a toda a humanidade.
Quem o atinge, atinge-a."

(Romain Roland, 1936)


Artigos
Luiz Carlos Prestes e Luiz Inácio da Silva (Lula): duas grandes lideranças X duas opções políticas opostas
Escrito por Anita Leocádia Prestes   


Doutora em História Social pela UFF e professora do Departamento de História da UFRJ

Artigo publicado em Revista de História & Luta de Classes - Rio de Janeiro, ADIA, nº 2, fev/2006, p. 119-127

Como é sabido, em 1930, ocorreu a adesão de Luiz Carlos Prestes ao PCB (denominado naquele período Partido Comunista do Brasil), consubstanciada no seu ?Manifesto de Maio? [1], em que o então famoso ?Cavaleiro da Esperança? tornava pública sua identificação com as principais teses programáticas do PCB. A partir de então ? dadas as conhecidas limitações do pequeno e clandestino PCB -, a repercussão alcançada pelas propostas dos comunistas será, em grande parte, decorrência do prestígio de Prestes e da publicidade que a influência do ?Cavaleiro da Esperança? lhes proporcionará.

Para melhor entender esse controvertido episódio, torna-se necessário retroceder no tempo e reportar-se à trajetória anterior de Luiz Carlos Prestes, reconhecidamente a principal liderança não só da Coluna Prestes, como do tenentismo, no final da década de 1920.

A 3 de fevereiro de 1927, a Coluna Prestes encerrava seu périplo de 25 mil quilômetros  pelo Brasil, exilando-se em território boliviano sem ter sofrido nenhuma derrota. Também conhecida como Coluna Invicta, a Marcha, que constituiu o momento culminante do movimento tenentista, deu projeção tanto nacional quanto internacional a Luiz Carlos Prestes. A partir de então ele ficaria conhecido como o ?Cavaleiro da Esperança?.[2]

Última atualização em Qua, 19 de Maio de 2010 23:39
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Uma estratégia da direita: acabar com os 'mitos' da esquerda
Escrito por Anita Leocadia Prestes   

Doutora em Economia e História Social, professora de História do Brasil na UFRJ e autora dos livros A Coluna Prestes (Ed. Brasiliense,1991, 3ª ed.) e Os Militares e a Reação Republicana (As Origens do Tenentismo) (Ed. Vozes, 1994).

(A propósito do filme documentário ?O Velho - A História de Luiz Carlos Prestes?)
*

Se concordamos com Norberto Bobbio, quando ele afirma que ?esquerda? e ?direita? constituem a ?grande divisão?, hoje ?mais viva do que nunca? na ?história da luta política na Europa do último século? , temos um ponto de partida para tentar explicar as novas estratégias da direita atual. Visando defender de maneira mais eficaz  os interesses dos setores sociais que representa - principalmente o grande capital internacionalizado -, a direita dos anos noventa apela para novos expedientes, mais adequados aos tempos de hoje, ou seja, ao período histórico caracterizado por Eric Hobsbawm como o fim de uma era e o início de outra.

Vivemos um momento histórico, em que, dada a derrota sofrida pelo ?socialismo real?, em particular no Leste europeu, os interesses do grande capital internacionalizado passaram a dominar o mundo de maneira indivisível, sem ter quem lhe possa oferecer uma resistência eficaz. Como é assinalado por James Petras, ?o Ocidente está fazendo anexações e ocupações político-militares de longo prazo de uma forma nunca vista desde a era colonial?.0  Haja vista a Guerra do Golfo, em 1991, levada adiante contra o Iraque pelas grandes potências imperialistas.

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