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"Luiz Carlos Prestes entrou vivo
no Panteon da História.  
Os séculos cantarão a 'canção de gesta'
dos mil e quinhentos homens da
Coluna Prestes e sua marcha de quase
três anos através do Brasil.
Um Carlos Prestes nos é sagrado.
Ele pertence a toda a humanidade.
Quem o atinge, atinge-a."

(Romain Roland, 1936)


Notícias
Golpe de Estado na Bolívia é para aprofundar o saqueio capitalista

Está consumado o Golpe de Estado contra o governo de Evo Morales na Bolívia. Agora segue-se o mais aterrorizante contra o povo boliviano, particularmente contra a classe trabalhadora, contra as organizações camponesas e indígenas de base, contra o pensamento crítico, contra toda pessoa que se oponha ao saqueio capitalista, à depredação da natureza, à exploração. Segue-se o fundamentalismo católico declarado e o racismo abjecto, a misoginia mais brutal e a nostalgia do tempo das cruzadas (é o que anunciam as acções e proclamações dos golpistas); segue-se a intensificação do saqueio do lítio, do gás, da prata, do ouro, do estanho, do ferro, dos mananciais e demais riquezas naturais, segue-se maior exploração contra as e os trabalhadores, fome e extermínio contra o povo, montanhas e rios capitalizados por um punhado de multinacionais e latifundiários.

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A greve como máquina para ver o mundo*

Mesmo nos EUA de Trump a classe operária organiza-se e luta. 50 mil trabalhadores da General Motors, em 48 fábricas de automóveis, em dez estados dos EUA, entraram na quinta semana de greve. É a mais longa greve da indústria desde 1970. As suas reivindicações são idênticas às de todos os explorados do mundo: melhores salários, horários humanos, contratos seguros.

50 mil trabalhadores da General Motors, em 48 fábricas de automóveis, em dez estados dos EUA, entraram na quinta semana de greve. É a mais longa greve da indústria desde 1970, quando os operários da GM paralisaram 67 dias, e não há sinais de que o fim esteja para breve.

Última atualização em Dom, 20 de Outubro de 2019 22:57
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Manuel Loff: «O fascismo não morreu»

Importante entrevista do historiador Manuel Loff sobre um tema que domina de forma notável: o fascismo. Uma passagem em revista de temas de actualidade, desde o que diz respeito àquilo que, nos movimentos fascistas actuais, representa continuidade com os movimentos dos anos 20 e 30 do século passado e o que se formula de forma diferente - seja por razões internas, seja pelas significativas diferenças na situação do capitalismo então e agora -, até à questão do “Museu Salazar”.

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Resistentes antifascistas rejeitam «falsificações históricas» promovidas pela UE

O Parlamento Europeu, onde a direita e a extrema-direita ganharam maior expressão nas últimas eleições, mostra serviço. Agora, 535 deputados – incluindo o grupo “socialista” – aprovaram uma resolução em que se «equipara e condena nazi-fascismo e comunismo». A vergonhosa falsificação da história que pretende oficializar tenta ajustar contas, não com o fascismo, mas com aqueles que foram (e continuam a sê-lo) fundamentais para a sua derrota.

A Federação Internacional de Resistentes (FIR) rejeita, numa nota, a resolução do Parlamento Europeu (PE) aprovada no passado dia 19 em que se «equipara e condena nazi-fascismo e comunismo».

Tanto a FIR como as federações que a integram – como é o caso da União de Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP) – não podem de modo algum concordar com a resolução que, a 19 de Setembro de 2019, foi aprovada no PE, com os votos favoráveis de 535 deputados, a oposição de 66 e a abstenção de 52, e que alegadamente abordava «o significado do passado europeu (ou consciência histórica europeia) para o futuro da Europa».

Para a FIR, o «texto da declaração não mostra o futuro da Europa, mas é uma recaída ideológica nos piores tempos da Guerra Fria, que estão expressos nesta resolução, que surgiu por iniciativa dos estados Bálticos e da Polónia».

«Contrariamente a todas as evidências científicas», o texto alega que foi apenas com o Tratado de Não Agressão Germano-Soviético que «ficou marcado o rumo para a Segunda Guerra Mundial», denuncia a FIR, sublinhando que «a reconstrução dos acontecimentos que conduziram à Segunda Guerra Mundial é limitada, tendenciosa, instrumental e não tem qualquer base científica».

«Junta opressores e oprimidos, vítimas e carniceiros, invasores e libertadores. A resolução é um grosseiro texto de propaganda ideológica, digna dos piores momentos da Guerra Fria», declara-se na nota.

A FIR questiona os deputados sobre a ameaça externa actual a que se referem quando, na resolução aprovada, se afirma, «perversamente», que «assume uma importância decisiva para a unidade da Europa e dos seus povos e para o fortalecimento da resistência da Europa às actuais ameaças exteriores que as vítimas dos regimes autoritários e totalitários sejam lembradas».

«Não» às falsificações da história

«A declaração criticou de facto um novo revisionismo histórico». No entanto, «se os membros do PE condenam nalguns estados europeus a glorificação das pessoas que colaboraram com os nazis, ao mesmo tempo adoptaram a narrativa histórica desses mesmos estados europeus de que a Rússia alegadamente falsifica factos históricos e encobre os “crimes cometidos pelo regime totalitário da União Soviética”», denuncia a Federação de Resistentes.

Neste sentido, a FIR e todas as federações dos «sobreviventes da perseguição fascista, os combatentes contra a barbárie nazi e todos os antifascistas dizem “não” a tais falsificações históricas» e acusam a resolução do PE de «escolher um caminho de divisão lacerante, em vez de uma responsável e rigorosa unidade», num tempo de «perigo crescente de fascismo, racismo e nacionalismo».

A FIR, que rejeita a recente resolução do PE em que se equipara e condena nazi-fascismo e comunismo, lembra as palavras do escritor alemão Thomas Mann, que, em 1945, avisou: «Colocar comunismo russo no mesmo plano moral que o nazi-fascismo, porque ambos seriam totalitários, é, na melhor das hipóteses, superficial; na pior, é fascismo. Quem insiste nesta equiparação pode considerar-se a si próprio um democrata mas, na verdade e no fundo do seu coração, é um fascista, e irá seguramente combater o fascismo de forma aparente e hipócrita, e deixa para o comunismo todo o ódio.»

Fonte: odiario.info

Fonte: https://www.abrilabril.pt/internacional/resistentes-antifascistas-rejeitam-falsificacoes-historicas-promovidas-pela-ue

 
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